Diário Sintonia
Cartilha infantil sobre o novo coronavírus é lançada em MG
Por Janaina Silva
14 de outubro de 2020

 

Material didático e lúdico explica a doença e estimula conversa com os pais. Dificuldade de concentração, irritabilidade, medo, inquietação, alterações no padrão de sono e solidão. Estas são algumas das emoções relatadas por crianças em pesquisa realizada pelo Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef) sobre como elas têm se sentido durante a pandemia da covid-19. Com o intuito de oferecer informação adequada ao público infantil para o esclarecimento de dúvidas e interlocução com os pais, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais aproveitou o dia das Crianças e preparou a cartilha kids coronavírus.

 

A abordagem do material é lúdica e traz cientistas como super-heróis. As máscaras são escudos protetores e os cuidados preventivos preconizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como higienização das mãos, distanciamento social e o uso das máscaras são tratados como as táticas dos heróis para derrotar o vilão: o coronavírus.

 

“Cabe aos adultos estimularem crianças e adolescentes a expressem pensamentos, sentimentos e percepções sobre os acontecimentos que estão vivenciando. É importante os pais criarem estratégias para as crianças expressarem seus medos e ansiedades, respeitando a forma como cada um o faz, seja por meio de brincadeiras, desenhos, conversas”, explica a diretora de Saúde Mental da SES-MG, Lírica Salluz Mattos Pereira.

 

Batman, Homem-Aranha e a Mulher-Gato fazem parte da cartilha para aproximar os pequenos do conteúdo com o qual eles já estão tendo contato diário por meio do noticiário ou dos assuntos domésticos. Em ambos os contextos a informação pode estar cercada de estresse e da ansiedade próprios do período, que afeta, inclusive pai e mãe. “É importante que pais e cuidadores dialoguem com as crianças sobre o cenário atual, sem medo de conversarem abertamente. É importante falar com elas de forma compreensível e honesta sobre a doença e permitir que se expressem”, avalia Lírica.