Diário Sintonia
Mudança alimentar de alunos da rede particular começa em junho
Por Janaina Silva
15 de maio de 2019

Opções como refrigerante e chocolate foram retiradas

 

O cardápio dos alunos das unidades de ensino particular de todo estado estará mais enxuto a partir de 24 de junho. As escolas privadas já estão sendo orientadas para a mudança nos métodos de alimentação dos estudantes. Opções de lanche não terão, entre outros itens, pastel, coxinha, salgados assados, refrigerante, achocolatado industrializado; e doces como balas, pirulitos, chicletes, e biscoitos recheados.

 

O novo cardápio vetou produtos que contenham altos teores de calorias, gordura saturada, gordura trans, açúcar livre e sal ou com poucos nutrientes. Escolas com estrutura própria ou que mantêm contrato com cantinas e lanchonetes terceirizadas, assim como as que fazem uso de delivery devem atualizar os alimentos a serem disponibilizados aos alunos. Vendedores ambulantes também terão a comercialização desses produtos proibida.

 

A correspondência já enviada às instituições da rede particular faz menção ao decreto estadual 47.557, de 2018, que regulamenta a Lei Estadual 15.072, de 2004, e a Resolução da Câmara Governamental Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (Caisans-MG) nº 02, de 20 de dezembro de 2018, que lista quais são os alimentos que terão venda proibida e também aqueles que podem ser comercializados no ambiente escolar.

 

De acordo com o texto, dados do Ministério da Saúde apontam que, no Brasil, uma em cada três crianças entre 5 e 9 anos (34,8%) estão com excesso de peso. O mesmo estudo indica que 1 a cada 4 adolescentes (25,5%) também estão nessa condição.

 

“Para garantir a efetividade das políticas de promoção da alimentação adequada, saudável e sustentável, toda a comunidade escolar deverá agir em conjunto, inclusive os pais/responsáveis dos alunos também devem ter consciência da importância deste tipo de alimentação, de modo a evitar doenças ligadas à obesidade, bem como garantir o bem-estar e a qualidade de vida para nossas crianças e adolescentes”, definiu a nota.

 

Lista de alimentos cuja comercialização será proibida nas escolas:

balas, pirulitos, gomas de mascar, biscoitos recheados, chocolates, algodão doce, chup-chup, suspiros, maria mole, churros, marshmallow, sorvetes de massa, picolés de massa com cobertura e confeitos em geral; refrigerantes, refrescos artificiais, néctares e bebidas achocolatadas; salgadinhos industrializados e biscoitos salgados tipo aperitivo; frituras em geral; salgados assados que tenham em seus ingredientes gordura hidrogenada (empadas, pastel de massa podre); pipoca industrializada e pipoca com corantes artificiais; bebidas alcoólicas, cerveja sem álcool e bebidas energéticas; embutidos (presunto, apresuntado, mortadela, blanquete, salame, carne de hambúrguer, bacon, linguiça, salsicha, salsichão e patê desses produtos); alimentos industrializados cujo percentual de valor energético provenientes de gordura saturada ultrapasse 10% (dez por cento) das calorias totais ou que tenha em sua composição, amido modificado, soro de leite, realçadores de sabores, sejam ricos em sódio e corantes e aromatizantes sintéticos; outros alimentos não recomendados pelo Guia Alimentar para a População Brasileira.

 

Alimentos que podem ser comercializados nas escolas:

frutas, legumes e verduras; suco natural ou de polpa de fruta (100% fruta); iogurte e vitaminas de frutas naturais, isolados ou combinados com cereais como aveia, farelo de trigo e similares; bebidas ou alimentos à base de extratos ou fermentados (soja, leite, entre outros similares) com frutas; sanduíches naturais sem maionese; pães; bolos preparados com frutas, tubérculos, cereais ou legumes; produtos ricos em fibras (barras de cereais sem chocolate, biscoitos integrais,entre outros similares); salgados assados que não contenham em sua composição gordura vegetal hidrogenada ou embutidos. Exemplos: esfirra, enrolado de queijo; refeições (almoço ou jantar) balanceadas em conformidade com o Guia Alimentar para a População Brasileira; outros alimentos recomendados pelo Guia Alimentar para a População Brasileira.