Diário Sintonia
Oftalmologia na atenção básica de saúde pode reduzir cegueira
Por Janaina Silva
11 de julho de 2019

Proporção é de 01 pessoa cega para 3,4 deficientes visuais

 

No dia Nacional da Saúde Ocular, celebrado ontem (10), foi apresentado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia um estudo que vem sendo feito em conjunto com o Ministério da Saúde, e uma das linhas defendidas é a inserção da oftalmologia na atenção básica de saúde. O objetivo é desenvolver políticas públicas de saúde com a meta de interiorizar o atendimento, ou seja, garantir a saúde ocular de toda a população brasileira.

 

Atualmente existe uma diferenciação entre o que é cegueira e o que é deficiência visual. Muitas pessoas deficientes visuais se comportam como cegas em função da qualidade de visão que têm. Mas 75% desses indivíduos podem ter a deficiência solucionada com óculos e com cirurgias de catarata. A proporção hoje é de 01 pessoa cega para 3,4 deficientes visuais. O conselho defende que a cegueira e a deficiência visual podem ser evitadas com prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.

 

As principais causas de cegueira são as cataratas, glaucoma e a degeneração macular relacionada à idade. Os erros refrativos não corrigidos (miopia, astigmatismo, hipermetropia) também aparecem como maiores responsáveis pelo comprometimento da visão. As estatísticas fazem parte do documento “As Condições da Saúde Ocular no Brasil 2019”, lançado pelo conselho no último mês de junho.

 

O Conselho Nacional sustenta a informação de que com a oftalmologia inserida na atenção básica de saúde, 80% dos problemas de deficiência visual poderão ser corrigidos, passando para a atenção secundária os problemas graves. O estudo feito objetiva também criar um sistema, dentro da rede pública de saúde, para elevar o número de consultas de 10,4 milhões, realizadas em 2018, para 40 milhões ou 50 milhões de consultas. Levantamento que pontuou que 82% dos cegos no país são idosos acima de 70 anos de idade. Atualmente, existem no Brasil, 1,577 milhão de crianças e adultos com cegueira, equivalentes a 0,75% da população. O total de crianças, contudo, é bem menor, devido, entre outros fatores, ao teste do olhinho que os pediatras fazem já de forma rotineira. A estimativa é que existam hoje 25 mil crianças cegas.