Diário Sintonia
Polícia federal investiga desvio de verbas na prefeitura de Uberaba
Por Janaina Silva
28 de maio de 2020

 

A ação cumpre 24 mandados judiciais no âmbito da operação monturo. A polícia federal cumpre nesta quinta-feira 24 mandados judiciais de busca e apreensão na operação “monturo”, que investiga desvio de verbas públicas de limpeza urbana da prefeitura de Uberaba. A ação conta com um efetivo de 96 policiais federais. Os mandados expedidos pela 1ª vara criminal da comarca de Uberaba estão sendo cumpridos em Uberaba e nas cidades de Mauá e São Sebastião, em São Paulo. Iniciadas em 2018, as investigações identificaram indícios de relacionamento suspeito entre servidores da prefeitura e empresas subcontratadas pelas empresas executoras do serviço de limpeza urbana no município. Surgiram, ainda, evidências de superfaturamento, fraude a licitação, falsidade ideológica e recebimento de vantagens indevidas pelos servidores municipais.

 

Nota Prefeitura Municipal de Uberaba – 28/05/2020

A Procuradoria Geral do município acompanha a Operação da Polícia Federal realizada na Prefeitura de Uberaba nesta manhã de quinta-feira. Segundo o procurador geral do Município, Paulo Salge, a Administração está à disposição do Judiciário e atenderá a todas às determinações. Salge destaca que todo apoio está sendo fornecido, de maneira transparente, conforme determinado pelo prefeito Paulo Piau, que solicitou ainda que a Controladoria Geral acompanhe tudo. A empresa que atua na área do lixo, a Lara Central de Tratamento de Resíduos, cujo contrato é alvo da operação, foi contratada com proposta aproximadamente 36% menor que o estimado (R$130.808.894,40) para contrato de 36 meses. Tal licitação resultou em economia da ordem de R$ 2 milhões aos cofres públicos. “A determinação do prefeito é para atender ao que for solicitado, pois uma das prioridades é a transparência. Esse governo não tem compromisso com o erro e se for comprovado qualquer desvio, todas as medidas legais serão adotadas para o efetivo punimento dos responsáveis e ressarcimento aos cofres públicos”, Salge.