Diário Sintonia
Secretaria de Saúde orienta sobre intoxicação por dietilenoglicol
Por diariosintonia
17 de janeiro de 2020

Reprodução/Marcus Ferreira

 

Está definido como caso suspeito toda pessoa residente ou visitante de Minas Gerais que ingeriu cerveja da marca “Backer”, a partir de outubro de 2019 e iniciou, em até 72 horas, sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos, dor abdominal, associados a pelo menos um dos seguintes quadros: alterações da função renal, sinais e sintomas neurológicos, como paralisia facial, borramento visual, amaurose (perda de visão parcial ou total), alterações sensoriais, paralisia descendente e crise convulsiva, é o que informa a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

 

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 17/01, a SES-MG anunciou que 18 casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol foram notificados. Destes, quatro foram confirmados e o restante segue sob investigação. A maioria das vítimas são homens, 16, e duas são mulheres. Quatro pessoas morreram. Em Araxá um homem de 55 anos passou mal e foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) nesta terça-feira, 14/01. Os exames foram enviados para Belo Horizonte, mas os resultados ainda não foram divulgados.

 

A diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Lúcia Paixão, orienta quanto ao descarte das bebidas. “Elas não devem ser jogadas diretamente no lixo nem no esgoto, pois pode expõe outras pessoas a um risco de intoxicação. Aqueles que tiverem cervejas da marca Backer, independentemente do rótulo ou do lote, devem entregar essas bebidas à Vigilância Sanitária do Município”, explica. Quanto aos estabelecimentos comerciais, a orientação é que entrem em contato com a indústria cervejeira para definir como será realizado o descarte.

 

O superintendente de Vigilância Sanitária, Filipe Laguardia, destacou que a pasta preparou uma nota técnica para orientar todos os funcionários da Saúde sobre a intoxicação e o tratamento. Além disso, a SES está realizando buscas sanitárias domiciliares e em estabelecimentos comerciais para coletar materiais para análise. Uma força-tarefa estadual também foi montada, com apoio de equipe do Ministério da Saúde e do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP. A SES criou um hot site com todas as informações sobre o caso. Acesse: http://saude.mg.gov.br/intoxicacaodeg

 

 

Com informações da Agência Saúde